Estamos com fome de amor...
(JORNAL O DIA! Arnaldo Jabor)
O que temos visto por ai ???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não!
Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalisticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.....
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos.....
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
sexta-feira, 26 de março de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Projeto legal!!
Um país se mede pela educação do seu povo.
Educação de qualidade para todos.É a única chance que os mais pobres têm para competir de igual para igual no meio acadêmico!
Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas.
Uma idéia muito boa do Senador Cristovam Buarque.
Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.
As conseqüências seriam as melhores possíveis.
Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.
SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM.
Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país.
O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007
Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
Educação de qualidade para todos.É a única chance que os mais pobres têm para competir de igual para igual no meio acadêmico!
Projeto obriga políticos a matricularem seus filhos em escolas públicas.
Uma idéia muito boa do Senador Cristovam Buarque.
Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.
As conseqüências seriam as melhores possíveis.
Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil.
SE VOCÊ CONCORDA COM A IDÉIA DO SENADOR, DIVULGUE ESSA MENSAGEM.
Ela pode, realmente, mudar a realidade do nosso país.
O projeto PASSARÁ, SE HOUVER A PRESSÃO DA OPINIÃO PÚBLICA.
http://www.senado.gov.br/sf/atividade/Materia/detalhes.asp?p_cod_mate=82166
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007
Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Seguranca publica não se faz só com policia
“Lugar da criança é na escola e lugar de bandido é na cadeia”
Muito pior do que o desalento do policial que, rotineiramente, prende uma, duas ou três vezes o mesmo bandido, arriscando a sua vida, é o sentimento de impotência e revolta de um cidadão ao saber que o assassino do seu filho, o estuprador de sua irmã, o seqüestrador do seu sobrinho ou o assaltante que invadiu a sua casa já havia sido preso e ganhou a liberdade condicional antes de cumprir toda a pena.
O combate aos criminosos e a redução dos índices de violência, que neste momento estão elevadíssimos não somente no Rio de Janeiro, mas também em muitas das grandes metrópoles do país, exigem várias medidas. Uma delas é a adoção de uma legislação penal que seja justa, forte e efetiva.
Se já é inaceitável que as penas contra os piores crimes sejam frágeis e estimulem a impunidade, mais inadmissível ainda é constatar que perigosos bandidos encontram facilidades na lei para retornar às ruas e cometer os mesmos crimes.
Por isso, apresentei o projeto de lei nº 6285, alterando a Lei de Execução Penal e exigindo a realização de exame criminológico nos presos condenados antes que eles sejam autorizados a ingressar nos regimes semiaberto e aberto.
Hoje, eles voltam às ruas numa decisão quase que automática, sem qualquer avaliação psicológica e comportamental, depois de cumprirem o tempo mínimo necessário para deixar a cadeia e ficar em liberdade condicional. O noticiário tem mostrado casos de bandidos que saíram da prisão com a obrigação de retornar à noite e nunca mais voltaram.
Com o exame criminológico, muitos deles não teriam sido soltos, pois o juiz teria constatado que, quando presos, não apresentaram qualquer sinal de recuperação. E, no caso dos psicopatas, dificilmente poderiam ser contemplados com os benefícios da lei.
Marcelo Itagiba, Deputado Federal (PSDB-RJ)
Artigo publicado no jornal O Dia
www.twitter.com/marceloitagiba
Muito pior do que o desalento do policial que, rotineiramente, prende uma, duas ou três vezes o mesmo bandido, arriscando a sua vida, é o sentimento de impotência e revolta de um cidadão ao saber que o assassino do seu filho, o estuprador de sua irmã, o seqüestrador do seu sobrinho ou o assaltante que invadiu a sua casa já havia sido preso e ganhou a liberdade condicional antes de cumprir toda a pena.
O combate aos criminosos e a redução dos índices de violência, que neste momento estão elevadíssimos não somente no Rio de Janeiro, mas também em muitas das grandes metrópoles do país, exigem várias medidas. Uma delas é a adoção de uma legislação penal que seja justa, forte e efetiva.
Se já é inaceitável que as penas contra os piores crimes sejam frágeis e estimulem a impunidade, mais inadmissível ainda é constatar que perigosos bandidos encontram facilidades na lei para retornar às ruas e cometer os mesmos crimes.
Por isso, apresentei o projeto de lei nº 6285, alterando a Lei de Execução Penal e exigindo a realização de exame criminológico nos presos condenados antes que eles sejam autorizados a ingressar nos regimes semiaberto e aberto.
Hoje, eles voltam às ruas numa decisão quase que automática, sem qualquer avaliação psicológica e comportamental, depois de cumprirem o tempo mínimo necessário para deixar a cadeia e ficar em liberdade condicional. O noticiário tem mostrado casos de bandidos que saíram da prisão com a obrigação de retornar à noite e nunca mais voltaram.
Com o exame criminológico, muitos deles não teriam sido soltos, pois o juiz teria constatado que, quando presos, não apresentaram qualquer sinal de recuperação. E, no caso dos psicopatas, dificilmente poderiam ser contemplados com os benefícios da lei.
Marcelo Itagiba, Deputado Federal (PSDB-RJ)
Artigo publicado no jornal O Dia
www.twitter.com/marceloitagiba
Tostão, ex-jogador de futebol marcando um golaço!
Um bom exemplo!!!
Presidente Lula define prêmio para jogadores que venceram a Copa do Mundo; valor pode chegar a 465 mil reais
O presidente Lula e a Associação dos Campeões Mundiais do Brasil negociam aposentadoria e indenização para os atletas da seleção que ganharam Copas do Mundo. O benefício valerá inicialmente aos ex-jogadores de 1958 e se estenderá, posteriormente, a quem atuou nos Mundiais de 1962, 1970, 1994 e 2002.
Reunião na Casa Civil discutiu as cifras a serem pagas aos campeões. Inicialmente, o valor negociado para cada um gira em torno de mil salários mínimos, no caso da indenização (465 mil reais), e de dez salários mínimos (4.650 reais), o teto da Previdência, para a aposentadoria. A expectativa é que o anúncio da nova medida seja feito pelo governo.
O texto abaixo foi escrito por TOSTÃO, ex-jogador de futebol, comentarista esportivo, escritor e médico, e foi publicado em vários jornais do Brasil:
Tostão escreveu:-
"Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.
Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.
O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época..
O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.
É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.
A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.
Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria. Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.
Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.
Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação."
"Tostão"
Presidente Lula define prêmio para jogadores que venceram a Copa do Mundo; valor pode chegar a 465 mil reais
O presidente Lula e a Associação dos Campeões Mundiais do Brasil negociam aposentadoria e indenização para os atletas da seleção que ganharam Copas do Mundo. O benefício valerá inicialmente aos ex-jogadores de 1958 e se estenderá, posteriormente, a quem atuou nos Mundiais de 1962, 1970, 1994 e 2002.
Reunião na Casa Civil discutiu as cifras a serem pagas aos campeões. Inicialmente, o valor negociado para cada um gira em torno de mil salários mínimos, no caso da indenização (465 mil reais), e de dez salários mínimos (4.650 reais), o teto da Previdência, para a aposentadoria. A expectativa é que o anúncio da nova medida seja feito pelo governo.
O texto abaixo foi escrito por TOSTÃO, ex-jogador de futebol, comentarista esportivo, escritor e médico, e foi publicado em vários jornais do Brasil:
Tostão escreveu:-
"Na semana passada, ao chegar de férias, soube, sem ainda saber detalhes, que o governo federal vai premiar, com um pouco mais de R$ 400 mil, cada um dos campeões do mundo, pelo Brasil, em todas as Copas.
Não há razão para isso. Podem tirar meu nome da lista, mesmo sabendo que preciso trabalhar durante anos para ganhar essa quantia.
O governo não pode distribuir dinheiro público. Se fosse assim, os campeões de outros esportes teriam o mesmo direito. E os atletas que não foram campeões do mundo, mas que lutaram da mesma forma? Além disso, todos os campeões foram premiados pelos títulos. Após a Copa de 1970, recebemos um bom dinheiro, de acordo com os valores de referência da época..
O que precisa ser feito pelo governo, CBF e clubes por onde atuaram esses atletas é ajudar os que passam por grandes dificuldades, além de criar e aprimorar leis de proteção aos jogadores e suas famílias, como pensões e aposentadorias.
É necessário ainda preparar os atletas em atividade para o futuro, para terem condições técnicas e emocionais de exercer outras atividades.
A vida é curta, e a dos atletas, mais ainda.
Alguns vão lembrar e criticar que recebi, junto com os campeões de 1970, um carro Fusca da prefeitura de São Paulo. Na época, o prefeito era Paulo Maluf. Se tivesse a consciência que tenho hoje, não aceitaria. Tinha 23 anos, estava eufórico e achava que era uma grande homenagem.
Ainda bem que a justiça obrigou o prefeito a devolver aos cofres públicos, com o próprio dinheiro, o valor para a compra dos carros.
Não foi o único erro que cometi na vida. Sou apenas um cidadão que tenta ser justo e correto. É minha obrigação."
"Tostão"
sexta-feira, 5 de março de 2010
Eles são capazes
Apresentei na Câmara Federal parecer favorável às propostas destinadas a reduzir de 18 para 16 anos a idade de ingresso na maioridade penal. Os Códigos Penais adotados por diferentes nações foram baseados em princípios diversos para o estabelecimento da idade que encerra o período da inimputabilidade e inaugura o da maioridade penal. Contudo, a capacidade de discernimento do acusado é o elemento essencial das legislações, independentemente da idade definida como marco para o início da responsabilização criminal.
A maioridade penal pode vigorar a partir dos 18 anos (Brasil, Dinamarca, Áustria e França, entre outros), 16 (Argentina, Bélgica, Portugal, Espanha e Cuba), 14 (Alemanha e na Itália), 12 (Hungria e a Romênia) ou 7 (EUA), dependendo das leis estaduais americanas. No Brasil, a maioridade já se deu aos 14 anos, com o Código Criminal do Império, de 1830.
Alguns juristas consideram a maioridade penal aos 18 anos uma cláusula pétrea de nossa Constituição Federal, o que a tornaria, na opinião deles, inalterável por meio de emenda constitucional. No entanto, considero que pétreo poderia ser o estabelecimento da diferença entre maioridade e menoridade penal, mas não o seria a idade definida para o seu início, já que essa é discricionária e depende da capacidade de compreensão do ato ilícito praticado.
Há razoabilidade na defesa da tese de que o jovem de 16 anos, nos tempos atuais, deve ser responsabilizado criminalmente por seus atos. Afinal, ele não é mais o mesmo jovem que tinha 16 anos em 1940, quando foi sancionado o Código Penal. Hoje, ele é capaz de discernir e de responsabilizar-se.
Exatamente por conta dessa evolução, o novo Código Civil reduziu de 21 para 18 anos a maioridade civil, permitindo até que o cidadão, aos 16, constitua empresa, responsabilizando-se por todas as obrigações do negócio, se for emancipado pelos pais. O CP também precisa estar conectado à realidade.
Discernimento é a capacidade de compreender o ato criminoso praticado. O jovem de 16 sabe muito bem que usar uma arma para matar alguém é crime. E que para este crime existe pena. Se ele é capaz de entender, deve, portanto, sofrer as conseqüências da lei, sendo responsabilizado criminalmente.
Entendo, ainda, que ele deva cumprir a pena integralmente. Inicialmente, em unidades destinadas àqueles que tenham até 21 anos. O restante, em presídios. A separação sugerida segue o mesmo princípio da lei que impede primários de serem encarcerados com reincidentes.
No Brasil, a lei trata o jovem de 16 anos como inimputável e, ao mesmo tempo, o considera com suficiente maturidade para influenciar na vida política brasileira, dando-lhe o direito de votar na escolha de deputados, senadores, prefeitos, governadores e, até, do presidente da República.
Não é uma solução para violência, mas apenas o reconhecimento da capacidade de discernimento do jovem de 16 anos. A maioridade penal aos 18 anos não pode ser tratada como um dogma. Isso impede a discussão sobre novas políticas criminais.
Artigo do deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) publicado hoje no O Globo
Deixe comentários no www.marceloitagiba.com e acompanhe o www.twitter.com/marceloitagiba
A maioridade penal pode vigorar a partir dos 18 anos (Brasil, Dinamarca, Áustria e França, entre outros), 16 (Argentina, Bélgica, Portugal, Espanha e Cuba), 14 (Alemanha e na Itália), 12 (Hungria e a Romênia) ou 7 (EUA), dependendo das leis estaduais americanas. No Brasil, a maioridade já se deu aos 14 anos, com o Código Criminal do Império, de 1830.
Alguns juristas consideram a maioridade penal aos 18 anos uma cláusula pétrea de nossa Constituição Federal, o que a tornaria, na opinião deles, inalterável por meio de emenda constitucional. No entanto, considero que pétreo poderia ser o estabelecimento da diferença entre maioridade e menoridade penal, mas não o seria a idade definida para o seu início, já que essa é discricionária e depende da capacidade de compreensão do ato ilícito praticado.
Há razoabilidade na defesa da tese de que o jovem de 16 anos, nos tempos atuais, deve ser responsabilizado criminalmente por seus atos. Afinal, ele não é mais o mesmo jovem que tinha 16 anos em 1940, quando foi sancionado o Código Penal. Hoje, ele é capaz de discernir e de responsabilizar-se.
Exatamente por conta dessa evolução, o novo Código Civil reduziu de 21 para 18 anos a maioridade civil, permitindo até que o cidadão, aos 16, constitua empresa, responsabilizando-se por todas as obrigações do negócio, se for emancipado pelos pais. O CP também precisa estar conectado à realidade.
Discernimento é a capacidade de compreender o ato criminoso praticado. O jovem de 16 sabe muito bem que usar uma arma para matar alguém é crime. E que para este crime existe pena. Se ele é capaz de entender, deve, portanto, sofrer as conseqüências da lei, sendo responsabilizado criminalmente.
Entendo, ainda, que ele deva cumprir a pena integralmente. Inicialmente, em unidades destinadas àqueles que tenham até 21 anos. O restante, em presídios. A separação sugerida segue o mesmo princípio da lei que impede primários de serem encarcerados com reincidentes.
No Brasil, a lei trata o jovem de 16 anos como inimputável e, ao mesmo tempo, o considera com suficiente maturidade para influenciar na vida política brasileira, dando-lhe o direito de votar na escolha de deputados, senadores, prefeitos, governadores e, até, do presidente da República.
Não é uma solução para violência, mas apenas o reconhecimento da capacidade de discernimento do jovem de 16 anos. A maioridade penal aos 18 anos não pode ser tratada como um dogma. Isso impede a discussão sobre novas políticas criminais.
Artigo do deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) publicado hoje no O Globo
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Maioria dos doentes não recebe remédios para Alzheimer no Brasil
Um levantamento feito pela Universidade Federal de Minas Gerais traçou o Mapa do Alzheimer no Brasil. O resultado preocupou os pesquisadores. Dos quase 400 mil pacientes com indicação para tomar o medicamento contra a doença, apenas 12% - pouco mais de 47 mil pessoas - recebem os remédios, que são distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Na Parahyba se faz com o sol o que se faz com a vida
Como é seu nome? Peraí que vou lhe ensinar como se faz: Como é sua graça, por favor? Como é sua graça, por favor? Perguntei então. Bráulio Ferreira. Respondeu do alto da sua cadeira de rodas o senhor no asilo dentro da Mata do Amém, uma reserva florestal as margens do Rio Paraíba, em João Pessoa. Fazem apenas três dias que retornei é já aprendi uma lição que não vou mais esquecer.
Certos resgates se fazem em momentos que não compreendemos bem, por estarmos demasiadamente absorvidos pelo viver aqui e agora. Ao mesmo tempo outros resgates são imediatos e se mostram no exato momento em que acontecem. Já se passaram mais de três anos desde que estive aqui, de onde escrevo, da minha terra natal. Depois de ir e voltar, para depois partir novamente, retornei com mais certezas do que quando me fui das terras paraibanas. Parece que está tudo no mesmo lugar, como deixei, apesar das coisas não serem as mesmas. Rever a família e descansar foram os propósitos desse curto regresso, mas não se pode regressar a algo que nunca se abandonou, mesmo que apenas no coração.
Noite de Natal. Essa fiz questão de passar com voínha. Dona Netinha continua a mesma pessoa: complacente e prestativa, quase serviçal. Sentir o cheiro dela e da casa do meu avô reaviva um memória antiga que nunca se apagou, somente dorme. Depois da festa, sem a presença da família dividida por brigas fúteis de quem se ama e se odeia ao mesmo tempo, fui para casa de Emmy, minha prima e minha melhor amiga, para de lá fazer um programa familiar diferente.
No centro histórico de João Pessoa, em meio às casas construídas durante a ocupação dos holandeses, eu revivia um programa que fiz muito quando morava aqui, curtir um som no Entoca. O bar é em uma casa antiga, perto do Hotel Globo, de onde se pode ver um dos espetáculos mais famosos da cidade: o pôr-do-sol no Rio Paraíba. A noite era de Natal do Jazz, só com bandas locais incríveis. A cultura Nordestina é algo tão presente na vida das pessoas aqui que quase se pode tocá-la nas esquinas, nos rostos, no ar... Músico aqui é profissional, “duro”, mais profissional. A noite começou com Cabeça de Galo, passou por Néctar do Grovee e terminou alucinante com o show de Burro Morto. Ao fundo, nas grandes janelas do galpão antigo, nos fundos da casa, o dia foi amanhecendo na curva do rio, iluminando a mata ciliar que corre ao logo dele, na parte do centro da cidade. Entrei em catarse naquele momento, era como se nada mais existisse além daquilo.
Amigos são a família que a gente escolhe. É o que dizem. Foi nas escadas da igreja do centro histórico, onde meu tio foi seminarista até desistir, que me reencontrei em conversa com alguns bons. Depois da noite de música e sonhos, a manhã foi vendo o dia brilhar no mar da praia do Cabo Branco. Na areia fiz uma oração, molhei as mãos, os pés e a nuca e agradeci com meu coração: Obrigado PAI! No fundo via a Ponta dos Seixas, ponto mais próximo da África no Brasil, então relembrei que sou Paraibano, Nordestino e humano, graças...
Nunca tinha vista em minha vida tantos carros como vi agora em João Pessoa. A cidade parece que cresceu mais rápido depois que eu saí daqui. Me reencontrar com uma Jampa ainda governada pelo PSB, com o prefeito Ricardo Coutinho reeleito com uma das maiores porcentagens do país, 80%, não foi surpresa. Também regressei depois de sair com um Cunha Lima no governo estadual - tucano de mais uma geração de políticos da mesma família. Dessa vez vi uma outra figurinha carimbada da roda viva da manutenção de poder familiar da política nordestina, um Maranhão. Depois de Cássio Cunha Lima ter sido cassado por compra de votos na eleição, o concorrente, José Maranhão, foi empossado, deixando sua vaga no Senado Federal para assumir a batuta do estado, mais uma vez.
Vi na TV que a Estação Ciência, uma obra do estado e do município e mais novo ponto turístico da cidade tinha sido interditada, em plena alta temporada, por falta de documentação no projeto de drenagem superficial e ligação com a rede de esgoto. Meu Tio Duca, que assistia comigo disse: vê como as coisas são políticas, nem saneamento e rede de esgoto tem nessa área ainda! Mas aqui, diferente da realidade catarinense que vivo hoje, não há máscaras quando se trata em entender as relações de poder e as falcatruas polícias. Aqui todo mundo sabe quem é quem e porque faz o que. Mas mesmo com a “putaria” as claras, como eles aqui dizem, o status quô predomina dentro de um conformismo cultural.
O povo Nordestino, pelo menos os daqui, é muito mais prático nos termo da vida do que no sul. As impressões que as pessoas fazem do Brasil são tão ilusórias e carregadas de preconceito que não consigo me confortar com a idéia de acreditar que conhecimento teórico é algo indispensável para uma leitura correta do que é vida social. Vejo atitudes de pessoas simples e, por muitos, consideradas alienadas e ignorantes, carregadas de uma sabedoria prática que tantos, mesmo com todo o amparo da teoria, não conseguem ter. Se a prática sem a teoria é manca – acho que Paulo Freire disse algo parecido – a teoria sem a prática é cega. Pra mim, hoje, a atitude de coerência sob os aspectos humanos mais essenciais deve vir antes de qualquer coisa, mesmo quando não amparada pela teoria. É que determinadas coisas são necessárias mesmo sem a gente entendê-las ainda, muito mais necessárias do que achamos. Inteligência não é uma questão apenas de conhecimento racional, é o equilíbrio entre o ser emocional, espiritual e racional. Isso não apenas contempla a minha condição de se colocar com humildade e admitir minha pequenês, mas reafirma uma existência indissociável da realidade que não é baseada apenas no materialismo fatalista e egocêntrico, que desconsidera uma existência que vai muito além de sociedade, cultura ou história, que transcende nosso restrito mundo dos sentidos e dos fatos terrenos.
Na Mata do Amém, chegamos e já tirei minha câmera, louco para fotografar. Logo veio um homem, vestido de segurança dizendo: Senhor, não pode bater foto aqui. Perguntei por que e ele respondeu: Foi proibido pela coordenadora fulana de tal – não lembro o nome dela. Junto comigo uma amiga geógrafa, Andréia, disse: mas meu amigo, aqui é área pública, não pode proibir. E ele, humildemente, retrucou: são ordens da dotora moça. Pelo menos andamos um pouco, cruzamos a linha do trem que vai para Cabedelo, cidade portuária que antigamente era movimentada pela pesca da baleia, hoje quase morta economicamente, recebe visitantes para ver o Forte de Santa Catarina, com mais de 200 anos, construído para defender a foz do rio que dá acesso a Capital. Foi lá, na Mata do Amém que descobrimos o asilo onde seu Bráulio me ensinou uma lição. Qual é sua graça, por favor? Nunca vou me esquecer disso. Será que é porque quando perguntamos um nome ele deve ser uma graça? Será porque ele me dá seu nome de graça quando peço? Será que é pra dar mais graça a vida, aos humanos que se cruzam e fazem questão de saber seu nome? Só podia ter isso, essa lição de viver, na Mata do Além, de um homem chamado Bráulio. Que no acaso de um regresso me fez lembrar que viver é de graça, o que é caro é morrer sem viver.
Osíris Duarte 27/12/09
Certos resgates se fazem em momentos que não compreendemos bem, por estarmos demasiadamente absorvidos pelo viver aqui e agora. Ao mesmo tempo outros resgates são imediatos e se mostram no exato momento em que acontecem. Já se passaram mais de três anos desde que estive aqui, de onde escrevo, da minha terra natal. Depois de ir e voltar, para depois partir novamente, retornei com mais certezas do que quando me fui das terras paraibanas. Parece que está tudo no mesmo lugar, como deixei, apesar das coisas não serem as mesmas. Rever a família e descansar foram os propósitos desse curto regresso, mas não se pode regressar a algo que nunca se abandonou, mesmo que apenas no coração.
Noite de Natal. Essa fiz questão de passar com voínha. Dona Netinha continua a mesma pessoa: complacente e prestativa, quase serviçal. Sentir o cheiro dela e da casa do meu avô reaviva um memória antiga que nunca se apagou, somente dorme. Depois da festa, sem a presença da família dividida por brigas fúteis de quem se ama e se odeia ao mesmo tempo, fui para casa de Emmy, minha prima e minha melhor amiga, para de lá fazer um programa familiar diferente.
No centro histórico de João Pessoa, em meio às casas construídas durante a ocupação dos holandeses, eu revivia um programa que fiz muito quando morava aqui, curtir um som no Entoca. O bar é em uma casa antiga, perto do Hotel Globo, de onde se pode ver um dos espetáculos mais famosos da cidade: o pôr-do-sol no Rio Paraíba. A noite era de Natal do Jazz, só com bandas locais incríveis. A cultura Nordestina é algo tão presente na vida das pessoas aqui que quase se pode tocá-la nas esquinas, nos rostos, no ar... Músico aqui é profissional, “duro”, mais profissional. A noite começou com Cabeça de Galo, passou por Néctar do Grovee e terminou alucinante com o show de Burro Morto. Ao fundo, nas grandes janelas do galpão antigo, nos fundos da casa, o dia foi amanhecendo na curva do rio, iluminando a mata ciliar que corre ao logo dele, na parte do centro da cidade. Entrei em catarse naquele momento, era como se nada mais existisse além daquilo.
Amigos são a família que a gente escolhe. É o que dizem. Foi nas escadas da igreja do centro histórico, onde meu tio foi seminarista até desistir, que me reencontrei em conversa com alguns bons. Depois da noite de música e sonhos, a manhã foi vendo o dia brilhar no mar da praia do Cabo Branco. Na areia fiz uma oração, molhei as mãos, os pés e a nuca e agradeci com meu coração: Obrigado PAI! No fundo via a Ponta dos Seixas, ponto mais próximo da África no Brasil, então relembrei que sou Paraibano, Nordestino e humano, graças...
Nunca tinha vista em minha vida tantos carros como vi agora em João Pessoa. A cidade parece que cresceu mais rápido depois que eu saí daqui. Me reencontrar com uma Jampa ainda governada pelo PSB, com o prefeito Ricardo Coutinho reeleito com uma das maiores porcentagens do país, 80%, não foi surpresa. Também regressei depois de sair com um Cunha Lima no governo estadual - tucano de mais uma geração de políticos da mesma família. Dessa vez vi uma outra figurinha carimbada da roda viva da manutenção de poder familiar da política nordestina, um Maranhão. Depois de Cássio Cunha Lima ter sido cassado por compra de votos na eleição, o concorrente, José Maranhão, foi empossado, deixando sua vaga no Senado Federal para assumir a batuta do estado, mais uma vez.
Vi na TV que a Estação Ciência, uma obra do estado e do município e mais novo ponto turístico da cidade tinha sido interditada, em plena alta temporada, por falta de documentação no projeto de drenagem superficial e ligação com a rede de esgoto. Meu Tio Duca, que assistia comigo disse: vê como as coisas são políticas, nem saneamento e rede de esgoto tem nessa área ainda! Mas aqui, diferente da realidade catarinense que vivo hoje, não há máscaras quando se trata em entender as relações de poder e as falcatruas polícias. Aqui todo mundo sabe quem é quem e porque faz o que. Mas mesmo com a “putaria” as claras, como eles aqui dizem, o status quô predomina dentro de um conformismo cultural.
O povo Nordestino, pelo menos os daqui, é muito mais prático nos termo da vida do que no sul. As impressões que as pessoas fazem do Brasil são tão ilusórias e carregadas de preconceito que não consigo me confortar com a idéia de acreditar que conhecimento teórico é algo indispensável para uma leitura correta do que é vida social. Vejo atitudes de pessoas simples e, por muitos, consideradas alienadas e ignorantes, carregadas de uma sabedoria prática que tantos, mesmo com todo o amparo da teoria, não conseguem ter. Se a prática sem a teoria é manca – acho que Paulo Freire disse algo parecido – a teoria sem a prática é cega. Pra mim, hoje, a atitude de coerência sob os aspectos humanos mais essenciais deve vir antes de qualquer coisa, mesmo quando não amparada pela teoria. É que determinadas coisas são necessárias mesmo sem a gente entendê-las ainda, muito mais necessárias do que achamos. Inteligência não é uma questão apenas de conhecimento racional, é o equilíbrio entre o ser emocional, espiritual e racional. Isso não apenas contempla a minha condição de se colocar com humildade e admitir minha pequenês, mas reafirma uma existência indissociável da realidade que não é baseada apenas no materialismo fatalista e egocêntrico, que desconsidera uma existência que vai muito além de sociedade, cultura ou história, que transcende nosso restrito mundo dos sentidos e dos fatos terrenos.
Na Mata do Amém, chegamos e já tirei minha câmera, louco para fotografar. Logo veio um homem, vestido de segurança dizendo: Senhor, não pode bater foto aqui. Perguntei por que e ele respondeu: Foi proibido pela coordenadora fulana de tal – não lembro o nome dela. Junto comigo uma amiga geógrafa, Andréia, disse: mas meu amigo, aqui é área pública, não pode proibir. E ele, humildemente, retrucou: são ordens da dotora moça. Pelo menos andamos um pouco, cruzamos a linha do trem que vai para Cabedelo, cidade portuária que antigamente era movimentada pela pesca da baleia, hoje quase morta economicamente, recebe visitantes para ver o Forte de Santa Catarina, com mais de 200 anos, construído para defender a foz do rio que dá acesso a Capital. Foi lá, na Mata do Amém que descobrimos o asilo onde seu Bráulio me ensinou uma lição. Qual é sua graça, por favor? Nunca vou me esquecer disso. Será que é porque quando perguntamos um nome ele deve ser uma graça? Será porque ele me dá seu nome de graça quando peço? Será que é pra dar mais graça a vida, aos humanos que se cruzam e fazem questão de saber seu nome? Só podia ter isso, essa lição de viver, na Mata do Além, de um homem chamado Bráulio. Que no acaso de um regresso me fez lembrar que viver é de graça, o que é caro é morrer sem viver.
Osíris Duarte 27/12/09
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